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por alcunha: Ludmilla
primaveras: 30
Virginiana um tanto quanto peculiar. Com Sol e Lua neste signo, costumo ser metódica, mas sem exageros. Amante de um bom vinho, boa comida e de toda e qualquer manifestação artística. Enfim, amo tudo que seja expressão de vida.


no momento

Meu humor atual - i*Eu!



entre amigos:

.:Torta de Pêssego:.
.:Croissant De Chocolate:.
.:Bombom De Cupuaçú:.
.:Pêras Ao Vinho:.
.:Morango com Chantilly:.
.:Doce De Leite:.
.:Ambrosia:.
.:Apfelstrudel:.
.:Mousse De Manga:.
.:Romeu E Julieta:.


mais amigos:

.:Palavra de Breezecat:.
.:Será o Benedito?:.
.:Diário da Franga:.
.:Trinity:.
.:Você Não Sabe de Nada:.
.:Menininha Nhac:.
.:Dani Nine:.
.:Dolce Far Niente:.
.:Deselogio Da Vida:.


outras visões:

.:Euroadventure:.
.:Duvendor:.
.:Trash 80's:.
.:Círculo Sagrado:.
.:Tutorial de HTML:.
.:Garagem:.

arquivos:

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- 11/04/2004 a 17/04/2004
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- 07/03/2004 a 13/03/2004
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No limits for me!!!

Escolha a vida. Escolha um emprego. Escolha uma carreira. Escolha uma família. Escolha a porra de uma televisão grande, escolha máquinas de lavar roupa, carros, aparelhos de CDs e abridores de lata elétricos.

Escolha boa saúde, colesterol baixo e seguro dentário. Escolha novos pagamentos de hipoteca com juros fixos. Escolha um lar para começar a vida. Escolha seus amigos.

Escolha roupas confortáveis e bagagem combinando. Escolha um terno completo de aluguel, numa variedade de tecidos horríveis. Escolha um Faça Você Mesmo, perguntando a você mesmo quem diabo você é numa manhã de domingo. Sentar naquele sofá assistindo programas esportivos que embotam a mente e amassam o espírito, enchendo a boca de comida de lanchonete. Apodrecer no fim de tudo, dando o último suspiro numa casa miserável, nada mais do que um embaraço para os filhos egoístas e degenerados que você gerou para que tomem o seu lugar. Escolha o seu futuro. ESCOLHA A VIDA.

Eu passo os dias fazendo escolhas. E corroboro o sentido delas, analisando e modificando o que não me agrada. E esta casinha aqui ficou pequena demais para os meus devaneios largos, para as idéias insurgentes que me sobrevêem, mas que perdem as asas quando sou tolhida no sentido da criação.

As palavras que eu tanto amo estarão agora aqui. Que vocês não se cansem desta mudança constante que me abate, ela é apenas um reflexo do que sou agora...

- Postado por: Ludmilla às 18h23


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Chuvas de outono

Na chegada da noite, a chuva branda e morna, suave ruído da água encontrando a terra. Sobre a escrivaninha, os escritos deixados de lado, papéis desarrumados, caneta ao chão. Os sonhos enviesados na cama desfeita, o corpo letárgico desperto do sono. A sombra azulada da luminária se esvai quando a luz é acesa. Mãos tateando o lençol, gestos confusos, os olhos percorrendo a recente claridade que incomoda. Os óculos ainda no rosto transformam a visão agora nítida. Os braços se estendem para abrir a janela ainda molhada, olhar fixo nas nuvens espessas. O som do relógio acalma a pulsação e o cair da chuva desperta a paixão pela beleza. A grama úmida, o cheiro da terra e o frescor da brisa noturna acordam a mente. Os pés descalços se movem sobre o piso frio, descobrindo de repente um antigo desejo de ser livre. Subitamente, a visão se modifica. Um corpo de mulher na escuridão da noite, dançando nua sob a chuva de outono, sorrindo, cantando e celebrando a vida.

Inspirado aqui.



- Postado por: Ludmilla às 22h36


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Um conto de mulheres e rosas

Duas mulheres vestidas de negro, morenas, sorriem diante do poço, de águas frias e claras. Ao lado delas, uma donzela loura, vestida de rosa, guirlanda de flores enfeitando os cabelos e um cesto repleto de frutas maduras. As três caminham em direção ao castelo no cume da montanha, por trilhas verdes, à margem de um lago. Um garoto corre passando por elas, maroto, feliz e sem medos. Pede passagem, porque deseja ir ao mesmo lugar para onde elas se encaminham. Cada uma delas revela uma face diferente e ele oferece em troca as rosas que tem nas mãos. Ele corre e se adianta através da paisagem colorida. Elas têm no olhar a doçura de uma jovem, o amor de mãe e a sabedoria das anciãs. Quando partem, permeiam no ar um perfume de lótus e, se voltando para o lago, transformam-se numa única imagem, de um rosto vagamente conhecido. Esta nova imagem segue o rastro do menino, enquanto o brilho da Lua insurge por trás da montanha. Às portas do castelo, ele a aguarda...

- Postado por: Ludmilla às 17h51


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Uma tarde que não foi vazia

Ao entardecer ela se lembra de tudo o que já não faz mais sentido. E percebe, através das sombras, uma faixa de luz clareando a grama verde. O Sol emana agora toda a sua força e ilumina sua pele branca, fazendo o coração sentir o calor, brindando os sentidos com o cheiro da mata. As folhas caem e se espalham sobre seu corpo deitado, que se move calmamente com a respiração branda e lenta. Os olhos se fecham, mas as imagens ainda se formam, dando vazão aos sonhos agora libertos. Uma serpente, um cão e uma coruja observam atentos tudo o que se passa por sua mente. Quando acorda, ela vê a fênix sobrevoando o céu, como se chegado o momento de seguir adiante, sem pressa, mas firmemente.

Ela agora caminha seguindo o pássaro, com os pensamentos voltados para o horizonte. O que ficou para trás lá será deixado. Ela não voltará seus olhos para as costas. Diante de si, montanhas; ao seu lado, um leopardo. Na mente, a certeza. No coração, as deidades que lhe chamaram de volta para a estrada. E a Lua cheia a saúda, brindando sua chegada.



- Postado por: Ludmilla às 13h32


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Meia-noite e oito, um ano e um dia

E de repente, do outono se fez a primavera. Um novo ciclo de uma nova vida. O sorriso frágil se tornou risada, o medo deu lugar à coragem. As estações mudando de lugar, mas não deixando de seguir o curso de uma alegre natureza gentil. Flores de mil cores, um deus Sol arrebatador, o abrupto cair das folhas e o recolhimento de inverno. Sementes brotando subitamente, descoberta de frutos escondidos. O encanto de uma brisa ao cair da noite clara, iluminada por uma Lua crescente. Um céu cravejado de estrelas e um planeta que brilha mais que todas elas. Tranqüilidade infinita na tênue luz que ilumina um bosque. A paz insuperável encontrada no silêncio, no observar de sutis movimentos. A linguagem do corpo que expressa melhor um desejo incontrolável. Afrodite e Dionísio abençoando pessoas queridas e admiradas. Palavras perdidas entre gestos contidos, a verdade por trás das entrelinhas. O descansar do corpo num lençol de estrelas, o alento para a alma num travesseiro confidente. O fortalecimento de laços, de pensamentos, de sentimentos, de desejos e de sonhos. O entrelaçar de vidas, de momentos, de dores e alegrias. O valor inigualável dos grandes amigos e as gratas surpresas trazidas por novas amizades. E agora o ciclo se fecha, para dar vida a outro. E eu começo a caminhar por ele, na doce companhia dos deuses; com o coração e a mente povoados de novos sonhos, antigos desejos e uma vontade louca de viver. Que assim seja e que assim se faça!

 


- Postado por: Ludmilla às 14h47


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O papel e a tela

Há muito que utilizava o papel para despejar alegrias e frustrações, sentimentos e passagens significativas. Cadernos, diários e agendas tornavam-se seus cúmplices silenciosos, apenas atentos ao que acontecia. A caneta deslizando entre linhas ou espaços em branco, colorindo com palavras um simples, mas poderoso objeto: o papel. Para grifar, apenas aspas e letras maiúsculas. Sem métrica, sem preocupação com correção. As mãos se movimentado depressa, em rabiscos, desenhos e letrinhas. Rasuras, lágrimas, pedaços rasgados. Palavras recorrentes, repetidas, mas sempre eloqüentes, carregadas. Emoções e sensações fluindo livremente. Um momento de introspecção e solidão. Apenas ela e o papel, ninguém mais.

De repente, insurge a tela. Nenhuma linha, apenas espaços aguardando para serem preenchidos. Programas criados para quem quer ou precisa escrever. O teclado, as letras, os números e milhares de símbolos. A possibilidade de observar várias vezes o que foi escrito. A facilidade de corrigir sem ficar feio. Sem rasgos, sem rasuras, sem lágrimas. Agora, junto com e emoção, o cuidado. E ela descobre a beleza do texto harmonioso. Negritos, itálicos e sublinhados momentos especiais. A procura por outros substantivos, adjetivos e verbos novos, desconhecidos. Palavras delicadas revelando uma sutil tristeza. Palavras cruas desvelando a coragem de encarar a verdade. Palavras doces ocultando uma paixão ardente. Palavras todas para celebrar a vitória. As mãos trabalham rapidamente. Mas ela agora não quer mais a solidão de uma folha. Ela quer a cumplicidade do amigo e do desconhecido. Conta ao mundo suas loucuras, entre as lacunas preenchidas com o coração. Emoções e sensações fluindo ainda livremente. Ainda um momento de introspecção. Agora ela, o teclado e a tela. E tudo o mais como testemunha.

- Postado por: Ludmilla às 15h31


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Misteryous ways

 

Eu, sonhando acordada, olha só. Em plena manhã ensolarada e milhões de palavras percorrendo meus neurônios aplicados. Eu, pensando em mel, rosas, incenso de lótus, velas vermelhas, suco de maçã. O caderno no chão, a caneta esquecida em algum lugar. Dedos banhados em óleo de alfazema, perfume de gérberas e rosas. Gotas de sangue e suor. Frutas, flores, vinho tinto, chocolate. A maciez da pele sob a camisa entreaberta. O suave enleio me deixando rubra, no meio da rua. E você, o rosto másculo que nem ao menos sabe destes meus sonhos loucos, que agora me aturdem quando estou de olhos abertos. E eu, apenas esperando...

Give me one more chance, and you'll be satisfied
Give me two more chances you won't be denied
Well my heart is where it's always been
My head is somewhere in between
Give me one more chance let me be your lover tonight
     
You're the real thing, yeah the real thing
You're the real thing
Even better than the real thing
    
Give me one last chance and I'm gonna make you sing
Give me half a chance to ride on the waves that you bring
You're honey child to a swarm of bees
Gonna blow right through you like a breeze
Give me one last dance, we'll slide down the surface of things

You're the real thing, yeah the real thing
You're the real thing
Even better than the real thing
    
We're free to fly the crimson sky
The sun won't melt our wings tonight
Oh now, here she comes
    
Take me higher, take me higher
Can you take me higher?
Will you take me higher?

You're the real thing, yeah the real thing
You're the real thing

Even better than the real thing
Even better than the real thing
Even better than the real thing



- Postado por: Ludmilla às 17h18


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Um presente de gregos

O riso e a lágrima caminhando juntos. O corpo trabalhando em conjunto com a mente. O brilho da sedução do palco, das luzes. Uma orgia de sentimentos e sensações à flor da pele. Comunhão de olhares, de pensamentos, de deslumbramento. Palavras impúdicas, perfeitas, devassas, voluptosas. Passagem para qualquer outro mundo, para uma realidade diferente, para o interior do coração. O teatro é a dádiva orgástica que as divindades gregas nos ofertaram. E que experimentarei uma vez mais, sentindo o gosto do vinho de Dionísio e o olhar intenso de Afrodite. Assim me vejo batendo às portas do mundo...



- Postado por: Ludmilla às 21h06


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i feel you...

 

Eu, que tanto anseio saber. Eu, que tanto quero sentir. Eu, que quero tanto. Eu, que quero apenas. Sei e sinto o que tanto quero. Como sei, não tenho a resposta. Mas as palavras escritas abaixo talvez desenhem o que acontece comigo. Hoje, agora, amanhã e ontem.

Subitamente surgistes. E agora, em minha imaginação, vais tomando forma devagar, como uma criança que se recorda de uma fada. A pele clara, os olhos escuros. Então lanças um sorriso tímido, acenando e chegando perto. Posso ver teus cabelos displicentemente desalinhados, o contorno do teu corpo, os lábios carnudos. Na distância que diminui, revejo teu andar vagaroso e confiante, releio a malícia do teu olhar. Com a proximidade, reconheço o cheiro de tua pele, o toque de tuas mãos, a maciez de tua carne branca. O gosto salgado de teu suor e tuas lágrimas. Sei tudo. Tua voz, teu abraço, teu beijo. Num olhar apenas. A melodia de tua risada que realça tuas sardas e covinhas. De repente entras nos meus sonhos, para mostrar até mesmo o que acontecerá quando chegares. E vejo tuas pernas enlaçadas em minhas pernas, minha carne entre teus dedos. Sinto o gosto dos teus lábios nos meus lábios e minhas mãos deslizando em teu corpo. E pressinto o louco disparar dos corações... Sei tudo. Em pele e pêlo. Em carne e sangue. Em corpo e alma. E ao chegares, saberei novamente. Ao pousar os olhos em tua face, te reconhecerei outra vez. Mais uma vez. Mais de uma vez...

you take me there, you take me where my kingdom comes...


- Postado por: Ludmilla às 22h42


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a sutileza do equilíbrio

Bem e mal, bom e mau. O anjo e o instigador, o puro e o imperfeito. Janelas que a alma vai mostrando aos poucos. Conceitos que insurgem de repente. Palavras que limitam e condenam. Clareza e mistério. Consciência. Ser e estar. Indecisão e ação. Pensar e se entregar. Esperar ou se atirar. Os dois lados. As duas faces da mesma moeda. Beleza com malícia. Os deuses em seus mais variados aspéctos. Equilíbrio. A essência humana que não nego mais. 



- Postado por: Ludmilla às 13h33


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Uma lenda fascinante

Quando estive de posse, pela primeira vez, de um livro de J.R. Tolkien, não sabia muito bem o que esperar. O Senhor dos Anéis era, até então, apenas uma trilogia literária de sucesso. E uma provável jornada cinematográfica. E, de repente, eu tinha nas mãos A Sociedade do Anel. A leiga aqui tinha em mente que aquele era o princípio, vejam só. Não sabia que aquele fantástico mundo criado por Tolkien, que me deliciava os olhos e a imaginação, havia sido criado muito antes; um verdadeiro histórico para a saga que devorei inteira. Uma obra perfeitamente costurada, com direito a um vocabulário único e uma língüa fascinante.

Aos curiosos de plantão que desconhecerem os nomes dos links, é só consultar as biografias aqui.



- Postado por: Ludmilla às 16h43


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Sim, eu sou nômade mesmo!

Acredito que esta característica seja peculiar à minha família e, talvez, ao sangue latino de minha bisavó. Mudanças de casa, de bairro, de município... e de blog, claro.

Sejam benvindos ao meu novo espaço e fiquem à vontade!



- Postado por: Ludmilla às 12h53


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